por Jornal O Tempo
Postado em 01 de Dezembro de 2025 às 09:00 hrs
Em meio ao envolvimento do governador Romeu Zema (Novo) nas pautas de combate à criminalidade, sendo um dos principais focos nas redes sociais do pré-candidato à Presidência da República em 2026, representantes das forças de segurança pública em Minas Gerais rechaçam a proximidade buscada pelo gestor com a categoria. O posicionamento contrário ao chefe do Executivo respinga também no vice-governador Mateus Simões (PSD) e pode se tornar uma pedra no sapato nos planos eleitorais da dupla para 2026
O sindicato alega que a corporação tem um déficit de policiais que recebem o quarto pior salário do país. Outra crítica diz respeito à falta de equipamentos. “As viaturas da Polícia Civil não têm rádio de comunicação, os computadores têm mais de 16 anos de uso, não há um investimento em tecnologia”, pontuou o representante do Sindipol.
Para o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Ailton Cirilo, os resultados positivos apresentados por Zema nas redes sociais no combate ao crime organizado refletem políticas de longo prazo.
Críticas pesadas também emergem de servidores da Polícia Penal, categoria que cobra do governo estadual um reajuste de 44% gerado por perdas inflacionárias. “Estamos fazendo mais com menos. As unidades estão superlotadas, enquanto temos um efetivo de polícia aquém”, relata o presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Minas Gerais (Sindppen-MG), Jean Otoni. A categoria reclama ainda do status de "departamento" dado à corporação pelo governo Zema.