por Estado de Minas
Postado em 23 de Dezembro de 2025 às 09:00 hrs
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), surge como o principal nome do campo conservador na corrida presidencial dentro do estado, segundo levantamento da Doxa Pesquisa realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro de 2025.
O dirigente aparece em segundo lugar no voto estimulado para presidente da República em Minas, com 15% das intenções de voto, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 39%.
Zema, no entanto, enfrenta um cenário desafiador no próprio estado que governa. A vantagem de Lula é ampla e se mantém em todas as regiões mineiras pesquisadas.
Realizada com 1.500 entrevistas presenciais em domicílios, a pesquisa da Doxa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A análise regional mostra que o desempenho de Zema varia consideravelmente dentro de Minas Gerais. Seu melhor resultado aparece na região Sul/Sudoeste, onde alcança 22% das intenções de voto, aproximando-se de Lula, que registra 27%. Na região Central Mineira e no Oeste de Minas, o governador soma 20%, seu segundo melhor desempenho.
No Triângulo, região de onde o governador de Minas é natural, ele alcança 10% das intenções de voto; enquanto Lula tem 32%. Já na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Zema aparece com 17%, mantendo distância significativa do atual presidente, que lidera com 36%.
Em outras regiões do estado, o desempenho de Zema é mais modesto. No Norte e Noroeste de Minas, ele registra 12%, enquanto Lula chega a 47%. No Vale do Rio Doce, o governador soma 17%, contra 42% do petista. O resultado mais desfavorável aparece no Jequitinhonha e no Vale do Mucuri, onde Zema marca apenas 1%, enquanto Lula dispara com 62%.
O diretor do Instituto Doxa, Manuel Vilas Boas, avalia que Zema tem ainda dificuldades adicionais ao tentar nacionalizar seu nome. “No segundo mandato, com 31% de avaliação positiva, ele já está em uma situação em que o eleitor não está satisfeito com o governo estadual e muito menos disposto a levá-lo para a Presidência”, diz.