por Jornal O Tempo
Postado em 16 de Janeiro de 2026 às 09:00 hrs
A venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que deve ser concluída no decorrer do primeiro semestre deste ano, não deve gerar grandes impactos às tarifas pagas pelos consumidores. A afirmação foi feita pela recém-empossada presidente da empresa, Marília Carvalho de Melo,
Vale lembrar que as tarifas da companhia entraram em 2026 já com um aumento médio de 6,56%, que foi aprovado dentro do 3º processo de revisão tarifária pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG) no final de dezembro. Os novos valores entram em vigor no dia 22 de janeiro.
Segundo Marília Melo, o valor das tarifas, reajustados anualmente para correção inflacionária, também vão depender, diretamente, dos investimentos que serão realizados. Ela lembrou do plano de aportes da companhia que, até 2030, deverá concluir um ciclo de R$ 21 bilhões investidos. “E isso traz aí avaliações que geram na tarifa possibilidades de valores mais atrativos”, frisou Carvalho de Melo.
Marília destacou que os valores serão definidos pela Arsae, agência que ganhou nova roupagem após a tramitação do projeto de lei da desestatização da Copasa na Assembleia Legislativa (ALMG). “A Arsae vai regular. Isso é normal. Em qualquer outro setor é assim”, disse ao citar como exemplo a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para ela, o bom funcionamento da agência reguladora, inclusive, será essencial. “A grande questão é: a regulação no Brasil precisa ser forte, independente de interferências políticas. É isso que garante uma fiscalização para prestação de serviço adequada”, ponderou.