por Itatiaia
Postado em 23 de Janeiro de 2026 às 09:00 hrs
Mesmo após o período mais crítico da pandemia de Covid-19, seus efeitos continuam presentes. “Muitas pessoas ainda não conseguiram retomar hábitos saudáveis, como atividade física, e mantiveram comportamentos prejudiciais, como o uso excessivo de redes sociais”, observa o psiquiatra.
Nesse contexto, as plataformas digitais ganham destaque como fator de risco. Dados do Panorama da Saúde Mental 2024, do Instituto Cactus, apontam que o uso excessivo de redes sociais está associado a 45% dos casos de ansiedade entre jovens brasileiros.
“As redes sociais podem gerar ansiedade por tomarem tempo demais e afastarem as pessoas de atividades mais saudáveis, como exercício físico, estudo e convivência social. Além disso, a comparação constante com vidas idealizadas gera frustração e angústia”, explica Huguet.
O especialista alerta ainda para o impacto dos algoritmos. “Eles estimulam conteúdos que geram engajamento, muitas vezes por meio do ódio ou da polarização, o que aumenta o estresse e dificulta o diálogo”, afirma.
Para o psiquiatra, a prevenção dos transtornos mentais deve começar na infância. “É fundamental oferecer às crianças um ambiente seguro e afetivo para o desenvolvimento emocional”, destaca.
Na vida adulta, ele reforça a importância do equilíbrio entre dever e lazer, cuidados com a saúde física, sono e alimentação adequados, além de bons relacionamentos.