por Itatiaia
Postado em 26 de Janeiro de 2026 às 09:00 hrs
Muita gente tem dificuldade para dormir . Não por insônia , mas por uma sequência interminável de pensamentos que não dá trégua. Uma conversa que não aconteceu, uma decisão simples que vira um problema enorme, um futuro imaginado que nunca chega. Esse movimento constante da mente tem nome e impacto real na vida cotidiana : ‘overthinking’, ou pensar em excesso.
O hábito costuma se instalar de forma discreta e persistente. Aos poucos, drena energia, dificulta escolhas e afasta as pessoas do momento presente.
‘overthinking’ acontece quando a pessoa fica presa a ideias repetitivas que não levam à ação. Em entrevista ao Infobae, ela esclarece que não é reflexão produtiva nem busca de solução. É um estado de espera contínua, como se a decisão nunca estivesse pronta para acontecer. A pessoa imagina cenários, avalia riscos e possibilidades, mas não avança.
Entre as causas mais frequentes estão o medo de errar, a insegurança, o receio do desconhecido, o perfeccionismo e a pressão social. Esses fatores podem aparecer isolados ou combinados e atingem pessoas de todas as idades e contextos.
Pensar demais não cansa só a mente. Também afeta o corpo e as emoções. A desconexão com o presente favorece sintomas de ansiedade, angústia e estresse. A rotina perde leveza, a criatividade diminui e o cansaço parece permanente, mesmo depois de descansar.
Com o tempo, esse padrão pode se tornar um modo de viver. A dificuldade para decidir aumenta, os vínculos ficam mais frágeis e o desempenho profissional pode cair. Há relatos de isolamento, bloqueios emocionais e dificuldade para se reconectar com outras pessoas.
Além da terapia, práticas simples podem fazer diferença. Reconhecer quando se está pensando demais, questionar a utilidade desses pensamentos e redirecionar a atenção são passos importantes. Caminhar, ler, escrever, ouvir música ou se envolver em atividades prazerosas ajudam a mente a descansar.