por Diario do Comércio
Postado em 16 de Fevereiro de 2026 às 09:00 hrs
Cerca de 40% dos mineiros ainda não possuem casa própria e, em relação a anos anteriores, a proporção de moradores em imóveis próprios e quitados caiu cerca de 5 pontos percentuais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em paralelo, o segmento de leilão de imóveis registrou crescimento de 25% em Minas Gerais, refletindo uma mudança estrutural na forma como imóveis entram e circulam no mercado.
A alta da taxa Selic, que está na casa dos 15%, impulsionou o aumento dos juros, encarecendo o crédito imobiliário e elevando o valor dos financiamentos, o que contribuiu para o avanço da inadimplência. Como consequência, cresce a quantidade de imóveis disponíveis para leilão, criando um ambiente favorável tanto para investidores quanto para quem sonha com a casa própria, já que os imóveis costumam ser ofertados com descontos relevantes em relação aos preços de mercado.
Nesse cenário, o mercado de leilões de imóveis em Minas Gerais passa por um ciclo de expansão e se consolida como uma alternativa ao mercado tradicional.
“A legislação brasileira é clara e oferece segurança jurídica para quem compra imóveis em leilão. Com a devida análise do edital e da matrícula, não há motivo para medo. Os leilões seguem regras rígidas e, quando bem assessorados, são operações tão seguras quanto qualquer outra transação imobiliária”, destaca.