por Metrópoles
Postado em 27 de Fevereiro de 2026 às 09:00 hrs
Uma nova técnica estética que utiliza gordura humana de doadores falecidos para preenchimentos corporais tem ganhado espaço em clínicas nos Estados Unidos e despertado preocupação entre especialistas.
O método é divulgado como alternativa menos invasiva para aumento de glúteos, seios e outras regiões, mas entidades médicas alertam para a falta de comprovação científica sobre segurança e eficácia.
a partir de gordura humana doada, processada e esterilizada para uso como preenchedor.
Mesmo com valores elevados — que variam de cerca de US$ 10 mil a US$ 100 mil, o equivalente aproximadamente entre R$ 52 mil e mais de R$ 500 mil — e ainda sem validação científica, clínicas norte-americanas relatam procura crescente.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se manifestou sobre o tema e destacou que ainda não existem estudos clínicos robustos que comprovem a segurança e a eficácia desse tipo de procedimento.
A entidade também chamou atenção para possíveis complicações associadas ao uso do material. Entre os riscos citados estão reações inflamatórias, formação de nódulos, infecções e até embolização. Segundo o conselho, a prática ainda carece de pesquisas que sustentem sua adoção ampla na medicina estética.
