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Postado em 18 de Março de 2026 às 09:00 hrs
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta terça-feira, 17, a projeção de alta média de 8% nas tarifas de energia dos consumidores brasileiros em 2026, acima dos índices inflacionários projetados para o ano. Apesar disso, há possibilidade de redução de até 2,9 pontos porcentuais no cálculo do efeito médio nacional, com a arrecadação esporádica via recursos de Uso do Bem Público (UBP).
O porcentual de 8% é praticamente o dobro da estimativa para o IPCA, de 3,9%. Os encargos setoriais, com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), são no conjunto o principal fator de pressão sobre as tarifas. A proposta de orçamento para a CDE 2026 totalizou R$ 52,7 bilhões.
Para a alta tarifária média projetada neste ano, de 8%, também são verificados os impactos dos aumentos dos custos de transmissão de energia, compra de energia ou as chamadas receitas irrecuperáveis, por exemplo. Essas receitas referem-se ao valor considerado na tarifa para cobrir custos relacionados à inadimplência.
Em outra frente, os componentes financeiros, de forma agregada, representam impacto de 3,8% no efeito tarifário médio Brasil. Nesse fator, entram especialmente os custos ou abatimento tributários.
