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Postado em 24 de Março de 2026 às 09:00 hrs
O desfecho do caso mineiro, porém, foi um final feliz, sem vítimas ou contaminação, ao contrário do grave episódio de Goiânia, que matou quatro pessoas e impactou outras centenas, em uma tragédia relembrada na série Emergência Radioativa, da Netflix.
Em Minas, duas cápsulas contendo o Césio-137 radioativo sumiram da mineradora AMG Brasil, na cidade de Nazareno, região do Campo das Vertentes, em 29 de junho de 2023. O desaparecimento, registrado como furto, mobilizou as polícias de Minas e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
O material radioativo acabou sendo encontrado no dia 10 de julho daquele ano, em um ferro-velho, em São Paulo (SP), a 432 quilômetros de onde sumiu. Os equipamentos estavam intactos, isto é, não haviam sido abertos, como aconteceu em Goiânia décadas antes.
Apesar desse final feliz, sem contaminações, nunca foram divulgadas informações sobre a investigação e possíveis responsabilizações. Não há informações oficiais sobre prisões ou sobre como o material sumiu de Minas e chegou ao estado vizinho.
A criação do Césio-137 é um produto da fissão nuclear – processo em que o núcleo de átomos pesados, como o urânio, é dividido em partes menores dentro de reatores nucleares ou durante explosões atômicas. É dessa quebra que surgem elementos como o Césio-137.
Esse elemento radioativo é usado na medicina, especialmente em equipamentos de radioterapia para tratamentos de câncer. Também é utilizado na indústria para medição do nível e da densidade de materiais, além de ter aplicações em pesquisas científicas.