por g1
Postado em 25 de Março de 2026 às 09:00 hrs
Uma molécula produzida no organismo de pítons após a alimentação pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra a obesidade — e sem alguns dos efeitos colaterais comuns dos medicamentos atuais. A descoberta foi publicada nesta semana na revista Nature Metabolism.
O composto, chamado para-tiramina-O-sulfato (pTOS), foi identificado no sangue das serpentes após grandes refeições. Em testes com camundongos, a substância reduziu o apetite e levou à perda de peso sem provocar náuseas, perda muscular ou queda de energia
Pítons estão entre os animais com metabolismo mais extremo da natureza. Elas conseguem ingerir presas inteiras, como antílopes, e depois passar semanas (ou até meses) sem se alimentar, mantendo o organismo em equilíbrio.
Após uma refeição, o corpo desses animais passa por mudanças intensas. O coração pode aumentar cerca de 25% de tamanho, e o metabolismo acelera milhares de vezes para dar conta da digestão.
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