Blog do Zé Antônio

Jornalista, radialista e apresentador de TV

choque de realidade liga alerta em um Brasil que precisa encontrar soluções para a Copa

por ge

Postado em 27 de Março de 2026 às 09:00 hrs


Um duelo com cara de final de Copa Intercontinental. Essa talvez seja a melhor definição do que se viu em Boston na derrota do Brasil para a França. A Seleção ate teve seus momentos, mas em campo se mostrou um time ciente de suas limitações diante de um rival imponente e que controlou a maior parte do jogo.

O gol de Ekitiké em saída francesa organizada por Olise é um retrato desta analogia. Mesmo com um jogador a menos, os franceses precisaram de pouco para acelerar e matar o jogo quando o Brasil esboçou uma pressão. Ao ponto de trocar peças, tirar seus principais jogadores e seguir dando a impressão de igualdade numérica apesar do 11 x 10.

Até deu certo em momentos onde Vini, Martinelli e Raphinha foram acionados em velocidade, mas nada muito claro. O problema é que a França ganhou campo, ganhou confiança e ditou o ritmo de jogo em uma entrada da área com liberdade.

Ancelotti precisa ajustar a ocupação de espaços ou seguirá como um cobertor curto. Casemiro e Andrey Santos estão sempre em inferioridade no setor, Matheus Cunha acaba sacrificado para cobrir o campo, e a impressão é o Brasil tanto ataca como defende com menos gente que os adversários.

O gol de Ekitiké serviu como ducha de água fria para um Brasil que não conseguia se impor. As mudanças de Ancelotti até deram um frescor. Danilo entrou muito bem e o gol de Bremer deu a chance de buscar o empate no abafa. Não à toa, 11 dos 17 chutes do Brasil foram no segundo tempo.

A Copa é logo ali, o jogo com a Croácia é o último antes da convocação final, e a partida em Boston deixou mais preocupação do que convicção. Afinal, está não é uma final de Intercontinental.

Casemiro Brasil x França seleção brasileira — Foto: Winslow Townson-Imagn Images

Nenhum comentário disponível até o momento.