por itatiaia
Postado em 04 de Abril de 2026 às 09:00 hrs
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu nesta sexta-feira (3), uma ampla reforma ministerial marcada pela saída de 16 ministros. As exonerações atendem à exigência da Justiça Eleitoral que determina o afastamento de cargos públicos para quem pretende disputar as eleições de outubro. O prazo final termina em 4 de abril.
As últimas mudanças foram oficializadas em edição extra do Diário Oficial da União, foram as saídas do vice-presidente Geraldo Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da ministra Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais.
Entre os casos já confirmados, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deixou o cargo para disputar o Senado pela Bahia. Na área do agronegócio, Carlos Fávaro saiu do Ministério da Agricultura com planos eleitorais, assim como Paulo Teixeira, que deixou o Desenvolvimento Agrário.
Outros nomes também foram incluídos no pacote de exonerações ou mudanças, como Márcio França e Jader Filho, além de titulares e dirigentes de pastas como Esportes, Povos Indígenas, Pesca, Planejamento e Direitos Humanos. Parte dessas mudanças inclui não apenas ministros, mas também secretários-executivos que assumem interinamente ou são efetivados nos cargos.
Para substituir os ministros que deixaram o governo, Lula optou majoritariamente por nomes técnicos que já ocupavam posições estratégicas dentro das próprias pastas. É o caso de Miriam Belchior, que assume a Casa Civil; Bruno Moretti, no Planejamento; e João Paulo Capobianco, no Meio Ambiente.
No Ministério da Agricultura, a mudança veio por remanejamento: André de Paula deixou a Pesca para assumir a nova função.