Blog do Zé Antônio

Jornalista, radialista e apresentador de TV

Uso excessivo de remédios e falta de acesso à terapia desafiam tratamento da insônia no Brasil

por itatiaia

Postado em 10 de Agosto de 2026 às 09:00 hrs


Os dados coletados pela pesquisa apontam uma forte predominância de medicações com alto potencial de dependência e efeitos colaterais graves a longo prazo:

  • Hipnóticos (44%): como o Zolpidem, sendo o remédio mais citado entre usuários de consumo contínuo.
  • Benzodiazepínicos (37,9%): como o clonazepam (Rivotril).
  • Drogas de Venda Livre (39%): uso de automedicação com antialérgicos e relaxantes musculares sem acompanhamento profissional.
  • Outros de Uso Contínuo: Trazodona, mirtazapina, pregabalina e quetiapina.

A Terapia como Caminho Definitivo

A TCCI atua no recondicionamento do cérebro em relação ao sono, utilizando restrição de tempo na cama, controle de estímulos e reestruturação de pensamentos ansiosos.

A "Teoria dos Três Ps" da insônia:

  • Predisposição: Genética, acúmulo de cortisol e perfis psicológicos ruminativos.
  • Precipitação: Gatilhos estressores como demissão, divórcio ou pandemias.
  • Perpetuação: Hábitos errôneos para "compensar" a noite mal dormida, como passar mais tempo deitado ou dar cochilos de dia.

Além da TCCI, abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) ganham espaço ao tratar padrões comportamentais mais amplos da vida do indivíduo. Especialistas reforçam que os remédios podem ser usados pontualmente e por tempo limitado, mas a consolidação de um sono saudável exige acompanhamento multiprofissional e mudanças estruturais na rotina.

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