por itatiaia
Postado em 21 de Agosto de 2026 às 09:00 hrs
Segundo a organização, crianças e adolescentes ainda estão em processo de desenvolvimento e não possuem autonomia plena para compreender as consequências da exposição na internet. A entidade diz que, mesmo que haja o consentimento formal de pais ou responsáveis, isso não representa uma autorização sem limites.
“O pediatra permanece responsável por avaliar o melhor interesse da criança e do adolescente. Nesse sentido, o conceito de cautela extrema deve orientar toda atuação pediátrica no ambiente digital. Na prática, significa reduzir a exposição ao mínimo necessário”, diz um trecho do comunicado.
De acordo com a coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da SBP, doutora Evelyn Eisenstein, a capacidade de discernimento do paciente pediátrico é limitada, assim como a compreensão sobre a permanência do conteúdo na internet, o alcance e os possíveis impactos.
Segundo a especialista, a presença do pediatra nas redes sociais deve ser compatível com a ética médica e servir como ferramenta de promoção da saúde coletiva, combate à desinformação e difusão de conhecimento adequado em saúde. Nesse contexto, a coordenadora afirma que é possível educar por meio de conteúdo que não identifique os pacientes.
