Blog do Zé Antônio

Jornalista, radialista e apresentador de TV

Coração acelerado: quando a palpitação pode ser sinal de arritmia?

por Jornal O Tempo

Postado em 24 de Agosto de 2026 às 09:00 hrs


Apesar de ser comum sentir o coração acelerar depois de uma atividade física ou em uma situação de estresse, episódios que surgem repentinamente e sem uma causa aparente devem ser investigados, principalmente quando vêm acompanhados de outros sintomas.

As arritmias cardíacas são alterações na frequência ou no ritmo dos batimentos e podem apresentar diferentes características. Algumas são consideradas benignas, enquanto outras estão relacionadas a doenças cardiovasculares e precisam de acompanhamento.

Entre os diferentes tipos de arritmia está a fibrilação atrial, caracterizada por batimentos irregulares. A condição pode ocorrer de forma episódica e, em alguns casos, não provocar sintomas perceptíveis, o que dificulta sua identificação.

“A fibrilação atrial é uma arritmia que merece atenção porque pode aumentar o risco de formação de coágulos e, consequentemente, de acidente vascular cerebral. Ela também pode estar relacionada à insuficiência cardíaca. Como pode ser intermitente e silenciosa, algumas pessoas só descobrem a condição durante uma consulta ou investigação por outro motivo”, alerta a médica.

Nem toda alteração do ritmo provoca consequências graves, mas sintomas como tontura, fraqueza ou desmaio podem indicar que o coração não está conseguindo manter uma frequência adequada em determinadas situações.

“Quando a palpitação vem acompanhada de tontura, sensação de desmaio ou perda de consciência, precisamos investigar com mais atenção. Esses sintomas podem ter várias causas, mas é importante verificar se existe alguma relação com o ritmo cardíaco. A avaliação médica ajuda a entender se estamos diante de uma alteração isolada ou de uma situação que exige acompanhamento específico”, explica a Dra. Patrícia Hitomi Kuga.

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