por Jornal O Tempo
Postado em 16 de Outubro de 2026 às 09:00 hrs
Para reduzir a pressão de estar sempre bem, Thiago propõe abandonar a ideia de felicidade constante e buscar uma relação mais realista com o próprio bem-estar, que naturalmente apresenta oscilações.
Na prática, isso significa permitir-se ter dias ruins sem interpretá-los como fracasso, estabelecer limites e aprender a descansar sem sentir a necessidade de justificar cada pausa. “Essa culpa é como se fosse um imposto que a cultura da produtividade cobra pelo descanso”, afirma.
Respeitar os próprios limites, portanto, não significa desistir dos objetivos ou ignorar as responsabilidades. É reconhecer que a vida não acontece em um ritmo constante e que momentos de cansaço, frustração e tristeza não anulam a possibilidade de satisfação e realização.
Isso não significa, porém, que todo sofrimento deva ser encarado como algo passageiro. O psicólogo alerta que é importante observar a duração e o impacto das emoções no cotidiano.
Quando o sofrimento persiste por mais de duas semanas sem alívio, há perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no sono, no apetite ou na concentração, isolamento ou sensação constante de desesperança, é recomendável procurar ajuda profissional.
“Buscar um profissional não é fraqueza. É a mesma lógica de procurar um médico para uma dor que não passa. E vale reforçar: não é preciso estar no fundo do poço para pedir ajuda”, finaliza Thiago.